Apenas o Corpo Fala Sempre a Verdade!



Quem fala com palavras relata os seus pensamentos e pode escolher entre dizer o que pensa e acredita ou mentir a respeito.


Mas com palavras também uma pessoa muitas vezes mente sem querer, por dizer o que pensou, mas não o que realmente está presente em si.


No entanto o corpo nunca mente e fala sempre a verdade mais profunda. Aquela que engloba todo o Ser de uma pessoa, com as suas opiniões, julgamentos e aspirações, mas também com as crenças e hábitos que estão impressos dentro de si.


Quando comunicamos uns com os outros, podemos escolher ouvir só as palavras que são ditas pela outra pessoa ou ouvir, ver e sentir toda a informação que está a ser transmitida por essa pessoa.

E aqui também muitas mentiras são construídas, não só por quem as transmite, mas também por quem as recebe, pois quem está a receber a informação da outra pessoa pode ser mais ou menos consciente do processo e de como a sua perceção é afetada.


Muitas vezes o recetor está a receber a informação corporal, mas não tem consciência de que isto está a acontecer, e por isso deixa a sua perceção ser afetada por juízos que possa ter a respeito.


Por exemplo, uma pessoa pode ter uma crença em si de que quando uma pessoa está a mentir ou a esconder algo fica nervosa. E ao conversar com uma pessoa e ver e/ou sentir o seu nervosismo, automaticamente deduzir que essa pessoa está a mentir ou a não ser honesta.


Claro que este julgamento nem sempre é óbvio ao próprio, talvez nem sequer que percebeu o nervosismo na outra pessoa, mas constrói assim desconfiança em relação à pessoa e às suas intenções.

E talvez aquela pessoa estivesse nervosa porque sente-se insegura em falar com outras pessoas, talvez estivesse nervosa porque a sua mente está ativa com um outro assunto que a assusta ou preocupa gravemente.

Mas o recetor da comunicação vai fazer um juízo de valor em função da informação que o corpo envia.


O corpo não mente, neste caso também não. Por mais que a pessoa possa dizer que está bem e nada a está a afetar, o corpo está a dizer a verdade que é que está nervosa.


Quem mente é o transmissor com palavras contrárias ao que realmente está a sentir, e quem mente, neste exemplo mencionado acima, é também o recetor por definir o que significa o nervosismo, baseado nos juízos que tem a respeito.


O corpo fala a verdade … está nervoso!


E a pessoa pode sentir o seu corpo e saber a verdade e depois escolher falar ou omitir essa verdade, ou seja, mentir.

Mas pelo menos mente com consciência e com um propósito, porque toda a mentira dita de forma consciente tem sempre um propósito, que pode até ser louvável ou desculpável.


E a pessoa que “ouve” o corpo pode escolher limitar-se a ouvir o que o corpo diz, sem atribuir um significado, sabendo que um significado apenas poderia pertencer a si e nunca à verdade.


Mas como fala o corpo?

Como podemos nós ouvir o que o nosso corpo nos diz e como conseguimos nós ouvir o que o corpo dos outros transmite?


Os pensamentos da mente consciente e subconsciente manifestam-se no corpo através da contração muscular. O corpo fala contraindo e relaxando os seus músculos, contraindo para a mentira e relaxando para a verdade.


Todos sabemos o que acontece ao rosto quando a pessoa sente emoção negativa, as expressões faciais ficam mais duras e enrugadas (ou seja, contraídas), e o que acontece quando sente emoção positiva.

Mesmo que uma pessoa esteja treinada a controlar as suas expressões faciais, estas nunca poderão ser totalmente escondidas e podem ser percebidas por um olhar mais atento.


A mentira consciente ou inconsciente provoca emoção negativa e toda a emoção negativa também é uma mentira, no sentido que não é a energia verdadeira do Ser da pessoa, querendo isto dizer que está não só a contrariar a si própria, como literalmente a mentir a si própria. E por isso contrai.


Mas a contração muscular não ocorre só no rosto. Ocorre por todo o corpo.

A contração muscular ocorre e afeta a contração do músculo cardíaco, alterando o batimento cardíaco. Os músculos abdominais contraem e sentimos o aperto ou má disposição no estômago e barriga. Os músculos peitorais contraem e sentimos o aperto no peito. Os músculos torácicos e intervertebrais contraem e dificultam a respiração. Os músculos da garganta e pescoço contraem e afetam a voz. Etc, etc.

E depois existem todos os outros músculos que nem damos conta que estão a contrair ou que nem nos lembramos que existem.


O corpo fala porque o músculo expressa a verdade ou mentira em que nos encontramos em um determinado momento!

E estamos em mentira sempre que:

- Não estamos a viver a nossa verdade.

- Temos opiniões contrárias dentro de nós.

- Não somos fiéis a nós.

- Não expressamos quem somos - o nosso Eu verdadeiro.

- Não expressamos o que pensamos.

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