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De Mãos Dadas Com a Depressão Anda a Autocrítica

A depressão está SEMPRE associada com a autocrítica e autojulgamento e nada tem a ver com a condição social, nível académico ou situação financeira. Eu já trabalhei com pessoas de todas as idades e classes sociais e o factor mais comum na toma de antidepressivos é serem mulheres com mais de 40/45 anos. Conheci muitas mulheres que aos olhos da sociedade têm tudo para serem felizes. Multimilionárias, sem problemas, sempre a viajar, a comprar tudo o que querem, com corpos trabalhados em spas, ginásios e cirurgias. Por fora mostravam uma capa que causa inveja. Por dentro sofriam esmagadas por algo que não conseguiam entender. E porque é que ainda continuam a ser as mulheres a liderar na depressão e na autocrítica? Porque é a mulher que mais é ensinada a conformar-se, a viver para satisfazer as necessidades dos outros, a pôr as necessidades dos outros em primeiro lugar, a esperar, a dar o seu lugar e a sua vez. E isto para que cumpra o seu papel de mãe e esposa e cuide dos filhos e marido de forma a que eles possam crescer na vida e prosperar. E para isto acontecer tem de aprender que ela não é tão importante e não é tão capaz. Claro que os tempos agora são outros e hoje em dia já não é tanto assim, mas mães com baixa autoestima vão sempre ensinar as filhas a ter baixa autoestima e o pior, é que agora como já não suportam o masculino a sentir-se o rei na terra, e cuidam não o servindo, mas o protegendo, também criam homens com baixa autoestima e por isso aqui os níveis de depressão também começam a subir. Mas isto é outra história. Numa era com as redes sociais onde as pessoas vivem a criticar, a julgar e a condenar e sempre em busca da publicação ideal que mostre o quão perfeitas e boas pessoas são, os níveis de depressão vão continuar a aumentar, porque a pessoa não percebe que sempre que julga os erros e más ações do outro, está a elevar dentro de si o grau de exigência para um patamar que não consegue corresponder. Porque não há ninguém que não falhe consigo mesmo e com os outros. Não há ninguém que não erre e não se engane. Não há ninguém não cometa os mesmos tipos de asneiras que condena os outros por os fazer. Não há ninguém que não seja capaz de cometer um ato condenável e punível dado certas circunstâncias. E não há ninguém que não tenha sonhos que sabe que os outros não vão compreender ou vão até condenar e por isso não se permite os seguir. E por isso, este escrutínio exagerado que hoje se vive, com tudo exposto e debatido de uma forma mais intensa e intolerante, com constante busca de lutas de se travar e erradicar os "falhantes" da face da terra, não dá sossego à autocrítica que toca em pano de fundo dentro de uma mente que não ouve, porque anda distraída ocupada com outras coisas.