Este É o Motivo Porque Deves  valorizar a Dor

A dor só é realmente valorizada por aqueles que nunca a têm. Sim, existem pessoas, casos raros no mundo, que nunca sentem dor. Eu já sabia disto, mas ontem vi um documentário sobre duas meninas que sofrem desta condição e até me arrepiei. Como um dos pais disse, a dor serve para obrigar a parar, para auto-preservação, e para nos ensinar o que não fazer. Se muitos pais dizem que davam tudo para que os seus filhos não sentissem dor, este pai disse com todo o sentimento e coração que dava um braço ou mais para que a sua filha sentisse dor. Sem isto, sem este sistema de guia que é a dor, estas meninas não sabem quando algo está a danificar o seu corpo ou até a o destruir. Principalmente quando ainda eram muito pequenas e aprender só com o ensinamento dos adultos era difícil ou até impossível os horrores sucediam-se uns atrás dos outros. Uma das meninas, que agora já são adolescentes, quando era pequena enfiou uma mão numa panela de água a ferver para apanhar um talher que lhe caiu dentro. Outra criança mal tocasse na água a ferver ia gritar e retirar a mão, mas ela não, colocou a mão toda, agarrou o talher e tirou-o para fora. A ausência de dor não significa que ela é uma super mulher com pele de aço ... queimou-se da mesma forma que outra criança ou adulto qualquer se queimaria. Apenas não sentiu dor. O que significa que não só poderia ter-se tornado uma situação muito mais grave se não houvesse um adulto ao pé, porque ela não iria pedir socorro, como também não serviu de lição a uma criança pequena que ainda não entende as explicações dos adultos sobre as consequências dos seus atos. Mas a outra menina foi a que mais horror causou. Com a cara desfigurada durante a entrevista que nos remetia para um acidente grave como um de viação, foram sendo descritos os acontecimentos por trás disto. Quando ainda era bebé e já tinha dentes começou a trincar os próprios dedos como se fossem um brinquedo. Por mais que os pais a tentassem impedir a situação ficou tão grave que não tiveram outra hipótese senão remover-lhe todos os dentes. Mas isto ainda não é o pior, e recomendo às pessoas mais impressionáveis que não continuem a ler e avancem para a frente deste parágrafo. Esta menina algum tempo depois de ficar sem dentes, começou a ir com as mãos aos olhos, como muitas crianças o fazem, só que não aprendia a não o voltar a fazer mesmo que arranha-se a córnea, porque não sentia dor, e um dia deitou a mão para dentro da cavidade ocular e esgassou, causando uma lesão tão grande que teve de remover o olho. Mais tarde, já criança mais crescida, abriu e desfigurou o rosto ao o passar contra um bocado de ferro sem perceber que o fazia. Mas a verdade é uma, se a nós sequer imaginar este cenário é insuportável, para esta criança nada se passou, além das consequências que depois leva no corpo. Viveu todos estes episódios a sorrir e sem qualquer dor física, mas sem dúvida o sofrimento enorme que iria ter no momento caso sentisse dor, seria muito melhor para ela. Em ambas estas meninas os acidentes, fraturas, cortes, etc, foram uma constante, e mesmo agora já com capacidade para entender o que fazer e não fazer continuam expostas ao perigo já que podem magoar-se, como qualquer outra pessoa, e nem sequer saberem que isso aconteceu, até que vejam isso no corpo, podendo levar a infeções, perdas graves de sangue, etc. Por exemplo, podem ser atacadas por trás com uma arma, e como não vão sentir, não sabem que isso aconteceu até que caiam para o lado e alguém as encontre. Por isso vos digo que a dor é tão importante e é tão tão nossa amiga. Sem a dor são muito poucas as situações em que por outros meios podemos descobrir que há um problema, tendo de confiar na sorte e no descobrir a tempo de se transformar em algo pior. A dor, por mais que incomode, nunca deve ser o alvo a abater. E nunca, nunca devemos de ensinar, treinar ou adormecer o corpo a não transmitir dor. É compreensível que se queira aliviar a dor, ou até a parar, após já estarmos a par de que há algo errado a acontecer. E enquanto resolvemos a situação não há motivo para sofrer com a dor, se bem que a ser suportável seria preferível que a dor fosse aceite e deixasse o corpo apenas quando este a larga. A dor, seja ela física ou emocional ou psicológica, seja ela causada por algo externo ou um problema físico interno ou uma alma esmagada, é sempre uma indicação para parar e para mudar o rumo de algo que nos está a danificar. E quando não sabemos o que a dor está a indicar, quase sempre é porque não paramos o suficiente para avaliar a situação e preferimos continuar com o nosso percurso e as nossas ações, porque acreditamos que é o certo ou o que tem de ser ou não vemos alternativa e assim achamos que o corpo erra e engana-se ou então que não funciona direito. Mas não é porque não encontramos motivo para a dor que o problema não existe. A complexidade do funcionamento do corpo é muito superior àquela já conhecida na nossa atualidade e vai muito além dos componentes físicos que aprendemos na anatomia. E, se por um lado viver com dores ou passar por uma situação de dor forte é algo que queremos evitar e temos meios para o fazer, por outro é confundir o corpo no seu tão sábio sistema de guia e alerta e dar-lhe indicações erradas, fazendo-o acreditar que tudo está bem ou então que não é algo relevante e importante, e assim, em certas situações, passamos a ser como aquelas meninas.

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