Fibromialgia

Fibromialgia


Fibro (fibra) Mial (músculo) Gia (dor)


Literalmente quer dizer dor nas fibras musculares, sendo a dor abrangida também a outras fibras do tecido conectivo.


A dor muscular é conhecida por ir e vir, por aparecer e desaparecer, e quando vem e teima em ficar, procura-se encontrar a causa. E quando a causa não é encontrada, e as dores teimam em ficar, e acontecem em várias partes do corpo, então diz-se que a pessoa tem fibromialgia, o que nada mais diz além do que já se sabia.



Mas a pessoa recebe um diagnóstico, um nome, que lhe permite comunicar com os outros o que tem, mas que em nada a ajuda a entender ou encontrar uma solução.


E quanto mais esta pessoa, com este diagnóstico, busca encontrar problemas no seu corpo na tentativa de justificar este estado, mais problemas encontra, e mais fundo o seu buraco fica.


E isto tudo só porque não há o interesse em entender-se o músculo.


O músculo sempre foi visto como sendo o "afetado por" e não "a causa de". Quando há uma dor muscular parte-se do princípio que algum problema físico está a afetar o músculo (normalmente busca-se a causa no osso, nervos e articulações) e se nada se encontra então o problema é psicológico.


Eu não posso dizer que o que está acima é errado ... mas é!


É errado, porque remete para muitas noções erradas, porque não fala toda a verdade, e porque impede de ver a verdade.


Para não tornar este texto muito longo vou só deixar aqui alguns pontos, que depois cada um pode usar e juntar como quiser e tirar as suas conclusões. Ou não.


  • Muitas pessoas também sofrem de dores fortes em várias partes do corpo. Mas são diagnosticados com hérnias, problemas na coluna e articulações, tendinites, etc. As suas dores têm a mesma causa, que é problemas no músculo, mas nestes casos "encontrou-se" uma razão para essas dores. Nestes casos as dores serem permanentes e vitalícias é esperado e aceite, porque o problema nunca é resolvido, e mesmo quem recorre à cirurgia sabe que isso não acontece.


  • As dores musculares que desaparecem não representam necessariamente uma resolução do problema. Muitas, muitas vezes o músculo aceita a situação em que está como um novo hábito. Habitua-se e deixa de doer. Este novo estado passa a fazer parte da pessoa e ela não sente estas diferenças no seu corpo. Assim sendo, enquanto dói é bom, porque obriga a pessoa a dar atenção e buscar uma solução.


  • A busca da solução para o desaparecimento da dor remete para a resolução do problema? Não! Mas também nunca ninguém parece interessado em resolver o problema. A dor é vista como sendo o problema e quando já não dói então já está tudo bem. Só que não está nada e logo logo piora e volta a doer ... e ainda mais forte. Por isso eu digo, quem busca o caminho mais rápido que é o alívio da dor, caminha uma vida inteira no sofrimento que aumenta sempre mais.


  • As dores no corpo, salvo poucas exceções, são sempre no músculo. E as causas para estas dores, salvo poucas exceções, são sempre psicológicas. Ou seja, o músculo é afetado pelo pensamento. E isto aplica-se de exata mesma forma a quem foi diagnosticado de fibromialgia ou não. Pouco me importa se a pessoa tem uma hérnia ou dor ciática, a causa é a mesma, e por isso tento sempre ajudar a pessoa com a parte psicológica que poderá estar na raiz do problema.


  • Ser psicológico não significa que o problema não é físico. Se dói no corpo, o problema está no corpo. E se dói na alma o problema também está no corpo, porque a angústia ou medo ou tristeza ou o que for que a pessoa sente, está a sentir no corpo, e está a sentir o seu corpo a ser afetado pelos seus pensamentos. Relevar e renegar isto é deixar que a contração no corpo se transforme em doença.


  • A causa de todo o problema começa na contração muscular e toda a contração muscular começa no pensamento. Mas isto pode ser tão difícil de entender quanto a história pessoal de cada um e quem quiser que pare para refletir e juntar as peças para o que vem primeiro. Mas para haver abertura a isso é preciso que as crenças mudem primeiro, caso contrário nada se vê.


  • O que facilita o hábito é o tempo. E com o tempo novos hábitos são criados. Como a maior parte dos hábitos que acontecem na maior parte dos adultos são inconscientes e alheios à sua vontade, eles acontecem com a repetição da situação e acostumar a essa situação. E assim vem uma coisa nova e depois passa a hábito e depois outra e depois outra ... Hora, o que complica tudo neste processo e dá origem a casos que depois são chamados de fibromialgia é que muita coisa acontece ao mesmo tempo, despoletada por uma situação emocional grave, e chama tanto a atenção da pessoa que disto sofre que ela não consegue largar a sua atenção e o corpo não consegue criar o hábito. O tempo passa, mas todos os dias é o mesmo. E claro, pelo caminho muitos hábitos vão sendo criados e a pessoa nem percebe que muito do melhor que já se sente muitas vezes tem a ver com esse tal hábito que lhe diz que agora já está tudo normal.


  • A dor é uma excelente ferramenta. Mas só quando sabemos a capacidade infinita de recuperação que o nosso corpo tem, independentemente de entendermos o que se passa no momento. Caso contrário é melhor o hábito que nos diz que o que está mal é o nosso normal. Porque assim já não dói e já não nos aflige mais. Até que volte a doer.

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