Muda o Que Pensas e Não Precisas de Mudar o Que Comes

Atualizado: 1 de Mar de 2019



Cada vez mais estudos de investigadores, cientistas e neurocientistas provam o já sabido.

A mente controla o corpo.


Num estudo, por exemplo, juntaram um grupo de pessoas e deram-lhes um batido para beber, ao mesmo tempo que lhes mediam os níveis de Grelina, que é conhecida por hormona da fome.


Quando já não comemos há algum tempo, os níveis de Grelina sobem e enviam a mensagem ao cérebro que precisamos de ir buscar alimento. E conforme vamos nos alimentando, os níveis de Grelina baixam, enviando a mensagem que já estamos bem.


O batido era o: "Sensi-Shake - Guilt Free Satisfaction" (Satisfação Sem Culpas) - 0 de gordura, 140 calorias, 0 de açúcar adicionado.

Após beberem o batido os níveis de Grelina baixaram, mas apenas um pouco, enviando a mensagem ao cérebro que receberam alimento, mas não o suficiente.


Passado algumas semanas chamaram-los novamente e deram-lhes outro batido: "Indulgence - Decadence you Deserve" (Decadência que Tu Mereces) - 620 calorias, 30gr de gordura, 6gr de açúcar.

Após beberem este batido os níveis de Grelina também baixaram, só que desta vez de forma muito mais significativa, para valores muito mais que o dobro.


Até aqui tudo normal neste estudo, não fosse o facto que ambos os batidos eram o mesmo, apenas com rótulos e descrições diferentes!


Muitos mais estudos como este mostram que aquilo que a pessoa acredita sobre o alimento que está a ingerir determina como o corpo vai reagir e as mensagens que vão ser enviadas ao cérebro.

Por isso, se acreditas que engorda ou faz mal, não comas. Porque faz mesmo ;)


Claro que a qualidade e quantidade dos alimentos que ingerimos conta para o nosso bem-estar e saúde, mas é importante sabermos que o que pensamos sobre o alimento tem um peso maior no resultado.


Muitas pessoas acreditam que podem comer o que for e não engordam. Muitas pessoas acreditam que qualquer coisa que comam as engorda. Muitas pessoas sentem culpa e preocupação ou medo em relação a quase tudo o que colocam na boca. Muitas pessoas passam a vida a criticar-se pelo que comem, a criticar os que fabricam o alimento, e a criticar as propriedades do alimento. E mesmo assim abrem a boca e colocam dentro do corpo.


Se este também é o teu caso, poderá ser por uma destas razões:


1. Acreditas que uma alimentação saudável não é algo disponível a ti.

Pensas, é tudo igual. Tudo faz mal. Alimentos que nos fazem bem são impossíveis de encontrar ou são caros.


Como Resolver:

Tu mereces uma alimentação saudável! Consegues acreditar nisso? Tu mereces um corpo saudável, uma vida saudável e gostas de te tratar bem!

Podes não pensar assim, mas no centro do teu ser eu sei que tu sabes isto. E sentes isto. E é isto que tens de repetir a ti todos os dias.

Quando o teu pensamento refletir esta verdade, tu irás perceber que alimentos bons para o teu corpo existem e estão disponíveis a ti. E depois será inevitável atraires o conhecimento deles até ti.


2. Acreditas que não há nada a fazer, porque o teu corpo não é bom o suficiente.

Devido a herança familiar, ou idade que tens, ou medicação que tomas, ou problemas de saúde, ou simplesmente pelo corpo que te calhou na rifa, seja o que for que faças o resultado vai ser sempre o mesmo.

Na hora de escolher a gula ganha apelando à razão, porque o teu corpo é assim e então mais vale morrer satisfeito.


Como Resolver:

Para começar pára de dizer a pessoas magras como eu que podemos comer à vontade porque não engordamos. Isso não é verdade! Mas confesso que ajuda ouvir comentários como este ao invés de comentários dos outros e de nós mesmos do tipo: "Tem cuidado, que já estás gordo demais" ou "Olha que isso engorda".


A minha crença é que engordo sim, já tive provas disso, mas que sei cuidar de mim, e mesmo nas alturas em que não cuido entendo o que se está a passar e rendo-me à situação, sabendo que quando a tormenta emocional passar, sei como reverter o resultado.


No entanto vejo o raciocínio (falta de) rápido dos outros a julgar que as minhas escolhas são irrelevantes para o meu corpo, como se faça eu o que fizer vou estar sempre bem, porque acham-me bem e acreditam que a saúde e estado do corpo é algo sobre o qual não temos qualquer controle.


3. Acreditas que certos alimentos ou certo tipo de alimentação dá fome, e por isso vais morrer se fores por esse caminho.

Muita gente, por exemplo, se não tiver um bom pedaço de carne no seu prato, diz que fica cheia de fome, apesar de poder ter comido mais do que o suficiente para o que precisa. Porque aprende logo em criança que pode até deixar ficar o arroz e as batatas, mas a carne tem de comer. Porque sem carne não fica alimentada direito.


Muita gente que até quer emagrecer, na hora de fazer as suas escolhas quer optar por uma alimentação mais leve e saudável, mas algo em si a impede. E o que a impede é a crença de que se comer sem ficar a sentir-se bem cheia, vai emagrecer. E seria o que esta pessoa quer. Se não fosse a crença de que ficar magra significa ficar mais fraca, ficar doente, e até poder morrer.


Como Resolver:

Mais vale seres honesto(a) contigo mesmo(a) e prestar atenção nas conversas que tens com os outros e nos teus pensamentos.

Quantas vezes martirizas-te por comer mais uma pizza e depois vês alguém a comer só um prato de sopa e automaticamente achas-los uns tristes, que são pobres ou anorécticos?


Lembro-me de quando a minha avó ficou acamada e depois passou a ter dificuldade em comer e a filha que ficou a cuidar dela começou a dar-lhe sopa passada no almoço e no jantar.

Muita gente, incluindo na família, constantemente criticavam esta escolha, apesar de saberem que ela não conseguia mastigar direito e que a sopa era rica em ingredientes, incluindo variedades de carne e peixe.


"Só come a triste sopinha", diziam eles. "Isso não chega, assim não se alimenta direito". Porque na cabeça deles comer só sopa é algo que só faz quem não tem dinheiro para mais e que significa passar fome.


Convém por isso teres em conta todas estas crenças e outras que também possas ter e lembrar que se após a refeição ainda sentes fome, isso pode ser devido à tua opinião sobre os alimentos que estás a ingerir, ou forma como estão cozinhados, e não à realidade.


Outro factor importante é que podes ter o hábito de associar o ficar satisfeito numa refeição à sensação de ficar cheio até não poder mais. E quando comes e não sentes no final o desconforto do peso da refeição, pensas que essa sensação de leveza é fome e que precisas de comer mais.


Aquilo que acreditamos por isso conta. E conta muito. E de nada adianta acharmos que vamos mudar todas as nossas crenças de um dia para o outro.


Mas não é só em relação ao que comemos que a mente nos trama.


Na palestra onde a investigadora Dra Alia Crum fala sobre o estudo descrito acima, ela também descreve outros estudos, um deles sendo o de uma experiência que fizeram com trabalhadoras que limpavam quartos de hotel.


Neste estudo perguntaram às trabalhadoras se faziam exercício físico e quase todas disseram que não faziam nenhum ou quase nenhum. Também relatavam sentir-se bastante cansadas e desmotivadas devido à profissão.

Em seguida os investigadores separaram estas mulheres em dois grupos e às mulheres de um desses grupos deram uma palestra de 15min sobre os benefícios para o corpo do movimento físico que faziam durante as suas atividades no trabalho.

Passado algum tempo voltaram para saber sobre estas mulheres e constataram que não só trabalhavam com outra motivação e disposição, como algumas até tinham emagrecido e sentiam-se melhor no seu corpo e saúde.


Estas experiências e muitas outras, demonstram aquilo que muitos vêem dizendo já desde os inícios dos tempos. E que no fundo todos sabemos: Basta Acreditar Para Ser Verdade!


O chamado efeito placebo também vem deste princípio, que não é o mudamos, alteramos ou adicionamos que causa o resultado, mas sim o que acreditamos sobre essa coisa.


Por isso pouco importa o que comemos ou o que fazemos, pelo menos importa muito pouco, porque o que realmente muda o estado do nosso corpo é o nosso pensamento a respeito.


A ação, no fundo, acaba por ser um espelho da real crença. E por isso por mais que a pessoa por vezes queira ir por um caminho ou fazer determinada escolha, vê-se impedida por si própria e acaba por fazer aquilo que reflete os resultados por si acreditados.


E neste sentido, e assim sendo, o "QUÊ" pouco importa. Porque para uns, por exemplo, um pastel de nata é uma tentação do mal e engorda e para outros (eu) o pastel de nata pode ser um prazer saudável que dá energia e satisfação.

E para uns, o resultado esperado pode ser o de uma vida inteira a batalhar contra um problema sem solução. E para outros, pode ser uma vida sem preocupações nesse sentido.


Por isso presta atenção à tua conversa interior. Ao tipo de pessoa que dizes que és. Ao tipo de corpo que dizes que tens. Ao que achas que sabes sobre os alimentos e aos seus malefícios ou capacidades nutritivas.


E lembra-te que como no caso das trabalhadoras apenas uma conversa de 15min com uma perspetiva diferente à que sabiam foi o suficiente para mudarem o seu pensamento, a sua atitude, e o estado do seu corpo.


E tu também podes procurar conhecer novas perspetivas ou até criar-las tu mesmo(a), sabendo que só precisas de estar realmente convencido(a) de que uma coisa te faz bem, para fazer mesmo, e de que uma coisa te faz, para fazer mesmo.

Contacto

+(351) 922 265 933​

wellbeing.terapias@gmail.com

Morada

Av. dos Pescadores, 549

4490-013 Aver-O-Mar

Póvoa de Varzim

Porto, Portugal

WELLBEING&LIVING BY THE SEA

       

Orientação para a Gestão do Stress e Desbloqueio de Vida

Massagens e Terapias | Formação e Workshops